18 de jul de 2016

Meus Sketchbooks


Eu sabia que não conseguiria terminar o post de filmes que vi recentemente a tempo, então vocês estão com sorte porque hoje vim mostrar os tão esperados, meus queridinhos sketchbooks ~ sim, essa mão é minha haha

Como vocês sabem, sketchbook não é só para se desenhar, ha uma infinita possibilidade de uso, então meu diário de viagem também pode ser considerado um journal... Enfim, vamos começar!
Primeiramente, peço desculpa se a qualidade das imagens está ruim... Sabem como é, celular...

inspiração diário de viagem, e o segundo é de um dos videos que indiquei aqui.

Como eu havia dito antes, fiz o diário de viagem porque vou nesta quinta até começo de agosto dar um rolê pela Europa, ver o papa na Jornada Mundial da Juventude e outras coisas mais. Vou passar por Budapeste, Viena, Cracóvia e Praga, mas conto tudinho como foi aqui pra vocês!

Para fazê-lo, utilizei aqueles caderninhos/agendas simples, como esta, e encapei com uma folha de envelope, já que não tinha em casa papel pardo, que eu indico caso você vá comprar os materiais.
Ele é pautado, bom para escrever, e eu aproveitei e coloquei essa espécie de arquivo ~ não sei como chama, se alguém souber me fala ~ para guardar coisinhas pra colar depois como sei lá, tickets, nota fiscais, cartõezinhos, coisas que me lembrem os lugares que visitei.


 Meu sketchbook novo para desenhos, que eu mesma fiz, com a ajuda do tutorial que indiquei pra vocês no post de Como Fazer seu Sketchbook. A capa é de papel ~ mas no vídeo tutorial, a moça usa um tipo de tecido na capa, acredito que fica bem melhor ~ e eu a pintei com guache mesmo, usando uma esponja para dar esse efeito. Na parte de dentro, colei um durex azul, pra ficar mais resistente.

As folhas são de Canson com a gramatura 140g, se não me engano. Com as folhas mais "grossas", me permite testar materiais diferentes como aquarela, guache, giz, etc, sendo que a qualidade do desenho fica bem superior a de um desenho na sulfite, por exemplo.


Este foi o primeiro sketchbook que comprei, e se você quer investir em algo barato apenas por hobbie, essa é a melhor opção. Como já disse, minha mãe não gastaria R$50 em um caderno para eu desenhar, então uma amiga me indicou esse. É o modelo Opus da Tilibra, não possui pauta, suas dimensões são 190x248mm, paguei R$5. Seu único problema é que as folhas são muito finas, são como sulfite, mas se é só por diversão, vale a pena.

Também, para usar o sketchbook, você tem que desapegar... e para resolver o problema da baixa gramatura, é só usar um papel mais grossinho por baixo na hora de desenhar, assim não marcam e nem mancham as outras folhas!



será que algum dia eu termino aquela Lana Del Rey em pontilhismo?
E é isso, nada de especial haha
Se vocês tem sketchbooks me mostrem por favor! Eu adoro ver essas coisas, e desenhos também!
De vez em quando eu posto meus desenhos no instagram, se vocês quiserem me seguir pra acompanhar, clique aqui.
Obs: Vai ter foto da viagem!

xoxo

14 de jul de 2016

Está chovendo...

motivação para a escrita

  Está chovendo. Uma chuva calma, mas forte o bastante para ensopar meus tênis. No chão, são refletidas as luzes dos prédios, como um espelho desfigurado. Carros mantem-se a maior parte do tempo parados por conta do trânsito do fim do dia, e enquanto caminho, observo-os. É um pouco difícil de ver em seu interior, mas há sempre a presença de pelo menos uma pessoa.
  Paro em uma esquina, o semáforo sinaliza a cor verde, onde sua reflexão banha a água da chuva no chão, e me chama a atenção a um carro estacionado. Dentro encontra-se um homem, jovem, provavelmente um empresario, em seu traje social. Fala ao telefone, hora mexendo em sua papelada, hora bufando e tapeando o volante. Levantou o olhar e voltou-o a mim. Agora apenas ouvia quem quer que fosse que estivesse do outro lado da linha. Continuo o observando, seus dedos palpitam no volante, enquanto não apresenta nenhuma expressão.

  Um jovem adulto, imagino, começando a subir em sua grande carreira como sei-lá-o-que. Está em um relacionamento, isso com certeza. Que seja uma loira, combina com ele. Alta, magra, corpo escultural, talvez médica ou advogada. O casal prodígio, suas famílias estão orgulhosas. Após o casamento, passam a lua de mel no Caribe, ou Cancún. Tem filhos, talvez dois, talvez três. Talvez uma pequena garotinha, de cabelos castanhos e olhos indecisos, nem azuis, nem verdes, nem mel. Vivem felizes, ela cuida da casa e da pequenina, ele trabalha. Até que ele se cansa, do trabalho, do casamento, da mesma rotina, e procura novas aventuras em novos corpos e sorrisos. Ela por sua vez continua fiel, porém a cada dia mais triste, solitária, depressiva. A garotinha vê em seus olhos, a angustia. Agora, a garotinha não é mais uma garotinha, e a angustia ainda está ali, ouve os gritos, as discussões, o medo, o choro. Ouve a porta se fechar pelas costas de seu pai, e nunca mais abrir diante dele, naquela casa.

  A chuva, a lembrança. Foi em um dia como este que tudo aconteceu.
  Entro em meu café favorito. Não é nada clichê como Starbucks ou coisa do tipo, Nancy faz o melhor café, de todos os tempos! Ela prepara tudo maravilhosamente bem, é uma cozinheira de mão cheia!
- Olá querida, o que vai querer?
- Só me vê um café Nancy, por favor. O de sempre. - Sentei-me no balcão, próxima a ela, distraída com alguns panfletos e o cardápio.
- O de sempre... - Ela repetiu enquanto limpa a bancada - Dia difícil?
- Não... eu só, ando pensando demais. - Dei um meio sorriso.
- Ok. - Ela assente e sai.
  Enquanto me entretenho com os papéis, alguém cutuca meu ombro. Viro-me e fico surpresa. O cara do carro, molhado e com a respiração acelerada. Fico imaginando se ele veio me perguntar porque o fiquei olhando.
- Você?...
- Hum, pois é. - ele desvia o olhar para o balcão, coçando a nuca. Ainda ofegante, suponho que tenha corrido na chuva que agora cai mais forte. Sua roupa social está emsopa. Continuo a encara-lo sem saber o que dizer, esperando o motivo pelo qual ele estava ali. - Você deixou isso cair.

  Que pessoa hoje em dia, não da a mínima para seu celular? Bingo. Normalmente uso meu computador para acessar a internet, mas quando da pau, corro para o celular. Sou tão desligada que uma vez o perdi entre as almofadas do sofá, e fui me dar conta três semanas depois. Raramente recebo mensagens ou ligações, então é algo nada importante.
- Obrigada. - Agradeço educadamente, colocando o aparelho no bolso de minha jaqueta.
  Ele se senta ao meu lado, parece esperar algo a mais, como "Nossa! Muito obrigada mesmo!", "Você salvou minha vida!", ou ainda "O que posso fazer para te agradecer? Quer trezentos dólares?".
  Continua apenas o contato visual. Talvez ele goste disso, de ser encarado, de me encarar, de esperar uma recompensa fora do normal e desnecessária para dada situação.
- Da próxima vez tome mais cuidado. - Não digo nada, e ele continua - Assaltos também podem ser perigosos, e podem levar seu celular. - O que?...
- Eu não fui assaltada.
- Mas poderia.
- Obrigada pelo conselho, eu acho. - Revirei os olhos. O que há de errado com esse cara?
- Porque ficou olhando pro meu carro?
- Achou que eu ia te assaltar?
- Claro que não! É só que...
- Posso te fazer uma pergunta? - Fica em silêncio, e por fim da de ombros. - Você tem alguma namorada, tipo, sei lá, loira?
- Sim - Me senti orgulhosa, era certo... - Mas, na verdade, eu tinha. Terminamos hoje.
- Ainda bem que ela abriu os olhos antes da tragédia... - Murmurei.
- O que?
- Nada.

  Nancy chega com meu café, quente e que me da água na boca. Café é a melhor bebida do mundo, beba café! Há Nancy, meu anjo, o que eu faria sem...
- Frank! Vai querer alguma coisa? Você parece péssimo... - Frank? Mas que diabos...
- Hoje não Nancy, obrigada. - Disse, o cara do carro.
- Ok! Vejo que você conhece a Liz.
- Liz... - Abriu um meio sorriso e eu respondo com um sarcástico. Nancy se retira, e o socialzinho volta a falar - Então...
- Então... - Entretenho-me com o café, misturando o açúcar e observando a espuma se fundir com o liquido negro.
- Você precisa de carona pra casa? - Com essas palavras quase engasguei e cuspi o café levado a boca.
- Com você!? - Minha expressão era de incredulidade.
- Com quem mais?
- Não sei, com o próximo cara que me devolver meu celular caído na rua?
- Ha, ha, ha!... - Cruzou os braços - Você está julgando minha boa ação.
- Então quando as pessoas perdem seus celulares em noites chuvosas, você as persegue para devolver?
- Parabéns! Descobriu meu plano. - Ele batia palmas.

  Tomo dois goles do café, totalmente ignorando Frank, mas ele ainda me fita.
- Ta bom cara, o que você quer?
- Não sei... Mil dólares?
- Por um celular recuperado? Que por acaso eu nem dou a minima?
- Você perguntou o que eu queria...
- De mim... - Mas que idiota.
- Quero que aceite minha oferta.
- Não quero comprar nada de você, e nem sou uma prostituta para aceitar oferta alguma. - Disse perdida, olhando para as prateleiras atrás do balcão. Bebo mais um pouco do café.
- Sabia que ainda existem pessoas boas no mundo? - Se inclinou próximo, como que querendo atenção.
- E você é uma delas? - O olhei.
- Ta da! - Abre os braços sorrindo. Continuo sem expressão, mas quero rir. - Vamos lá.
- Não foi você quem disse que assaltos são perigosos?
- Eu não vou te assaltar... - Ele deixa os braços penderem ao lado do corpo, negando com a cabeça.
- Não vai me estuprar ou algo assim? Vai?
- Caramba! Eu acabei de devolver seu CELULAR! O que acha que eu vou fazer?
- Não sei... nos filmes os menos suspeitos são os verdadeiros culpados...

  Ele suspira e se debruça na bancada, enquanto tomo outro gole e finalizo meu café. Olho em volta, o estabelecimento está completamente vazio, não há uma alma viva além de mim, Frank e Nancy, que arruma as coisas para ir embora. Olho para fora e não há transito algum, por um longo momento a calmaria é completa. De repente começam a aparecer alguns carros e pessoas. Mas que instante muitíssimo estranho.

  Até então, Frank continua debruçado sobre o balcão e Nancy se aproxima, retira minha xícara, pronta para dar o fora dali.
- O que aconteceu com ele? - Pergunta enquanto lava a xícara.
- Não sei... No entanto, obrigada pelo café, aqui.
  Entrego-lhe o dinheiro e me retiro. Ouve-se um barulho de batida e de repente, uma explosão. Corro para a porta de entrada, observando a rua. Dois ou três carros pegam fogo, amontoados, algumas pessoas em volta observam. Frank a meu lado, abre a porta.
- Foi apenas um acidente. - Diz ele.
- Parece que sim... - Murmuro observando as chamas a pelo menos dez metros.
- O que está acontecendo? - Nancy apaga algumas luzes e se dirige até nós.
- Espere - Frank encosta a porta e aponta.

  Pessoas correm pela rua, seus rostos apresentam expressões de desespero. Mais carros passam em alta velocidade. Ouvem-se gritos. Com a televisão ainda ligada, Frank aumenta o volume para que possamos ver o noticiário. O âncora, com cabelos grisalhos, deve ter por volta dos cinquenta anos, diz "Pois é Marie, foi um gravíssimo acidente, como todos sabem até então. O hospital tem um grande renome, com enorme reputação, porém, imprevistos acontecem.", e ao fundo pode-se ver o tal do hospital, bombeiros a sua volta, pessoas correm. Por fim, é retomada a emissão para uma moça, presente no local. "Exatamente George, estamos aqui para ficar a par da situação. Parece que pesquisadores que trabalhavam no hospital, avaliavam uma nova espécime de vírus, contudo, em um momento de experiencias ocorreu o acidente. Esses pesquisadores, acabaram tendo contato e contraíram o vírus, mas já estão sendo socorridos." Ao fundo, ocorre outra explosão, a repórter se assusta. Neste mesmo momento, uma mulher com olhos arregalados e dentes a mostra se joga sobre Marie, a repórter. Ela grita e se debate no chão, enquanto a mulher louca a morde. Então a força acaba.

- Meu Deus! O que está acontecendo? - Nancy se apavora, e leva a mão ao peito segurando seu pingente de crucifixo.
- Mas que merda! - Frank grita.
  Um homem, como a mulher que atacara a repórter, com olhos vermelhos arregalados, mãos sujas de sangue bate nas portas de vidro do café, e espuma pela boca. Parados, imóveis, observam os três aquela criatura, que murra, bate e grunhe do lado de fora. Sinto minha respiração pesada, Nancy ainda aperta uma mão no peito e a outra em meu ombro. Frank está a nossa frente, seus braços estendem-se abertos como forma de proteção. A criatura revoltada percebe que seu esforço em bater no vidro não está a adiantar, então joga seu corpo contra a porta. Uma. Duas - ela trinca. Três - racha. Quatro - fudeu. Se levanta do chão cambaleante e vem em nossa direção, grunhindo, e então - BANG. O barulho ecoa no pequeno recinto, e, depois de segundos, silêncio. Ouvem-se respirações, aliviadas e frenéticas.
- Mas... que merda cara!... - coloco as mãos no joelho e minha cabeça pende para frente do corpo. Ergo o olhar para Frank - Porque diabos carrega uma arma com você!?
- Tenho... medo de ser assaltado... - Mas que merdinha...

***

Fiquei com vontade te postar esse "começo de história", se é que podemos chamar assim, pois meu desejo por escrita só aumenta. A escrevi uma vez que estava na casa da minha avó - fui comprar um caderno só pra escrever alguma coisa, e isso acabou saindo. Deixo livre como inspiração.
Bom, só pra não deixar o blog sem movimento, e também, estou finalizando um post sobre últimos filmes que assisti - que comecei dias atrás, mas a preguiça não me permite continuar... - e prometo incluir imagens do meu sketchbook e diário de viagem, como disse no ultimo post.

xoxo

4 de jul de 2016

Como fazer um sketchbook?


Semana passada eu tive a brilhante ideia de fazer meu próprio sketchbook, mas primeiro vamos por partes...
Não sei se todo mundo conhece, mas por conta da JMJ (dá um Google), vou fazer uma viagem muito bacana passando por alguns países do leste europeu, e resolvi fazer um diário de viagem, com uma agenda simplesinha ~ fiquem tranquilos que vou comentar aqui sim, TUDO. E eu, toda nessa vibe caderninhos e bla bla bla, acabei caindo na velha história dos queridinhos sketchbooks.

Eu nunca comprei um, porque na maioria das vezes são bem carinhos, e minha mãe também acha meio irrelevante gastar dinheiro em algo que eu vou desenhar, sendo que existem coisas mais baratas... fazer o que né? Mãe é mãe. Enfim, ela tem seus motivos, mas eu fui esperta e consegui outra solução para meu problema, sem gastar um real, usando apenas coisas que eu tinha em casa.


Papel e Objetivo

Bom, como eu disse anteriormente, usei coisas que eu tinha em casa. Achei perdidas no meu armário várias folhas de papel canson, que seriam as ideais para o meu sketchbook. Depende muito também de qual vai ser a finalidade do seu caderno, por exemplo, se você for escrever podem ser folhas com palta, ou sei lá, outra finalidade que você use folhas quadriculadas, até coloridas, você quem decide! Também vale apostar em gramaturas diferentes, para o uso de materiais diferentes, como exemplo aquarela, guache, giz, tinta...

How to do?

Como eu disse, dependendo do motivo do sketchbook, pode-se escolher o modelo que seja melhor para sua função ou que te agrade mais, então vou deixar aqui abaixo três modelos para a montagem.

Costurado






Acredito que essa é uma opção bem resistente, e se você tem um certa prática com a linha e a agulha vai fundo! Deixei os dois exemplos de costura, podendo optar pelo que mais te agrada. Confesso que tentei costurar, mas não foi por minha falta de habilidade, eu realmente tentei haha
É até uma técnica simples, porém eu tinha pouca linha, os furinhos não colaboravam, e eu ainda consegui deixar um pedaço da linha sobrando, o que me fez ter que começar tudo de novo e desistir dessa opção...


Hardcover


Aqui já temos algo mais simples, para pessoas que não tem tanta habilidade com a costura, ou não se deram bem como eu... Claro que ainda da um trabalhinho, mas no final vale a pena o esforço! Imagina no dinheiro que você vai economizar, sem brincadeira. E ainda é único, feito inteiramente por você! Olha o valor sentimental...


Não sei como chama...


Por ultimo mas não menos importante, temos este outro modelinho, que em minha opinião é o mais fácil e simples, e o que eu fiz. Eu achei que ficou uma gracinha, e é super prático. O que serve não só para esse mas para os outros é que você pode adaptar os materiais, como por exemplo, para colar as folhas eu usei cola branca normal, e o resultado foi o mesmo.

Espero que tenham gostado e tenham se inspirado! Façam seus sketchbooks, lindos e personalizados! E eu prometo que no próximo post coloco umas fotinhas do meu diário de viagem, e do sketchbook.

xoxo